A queda de cabelo pode acontecer por diversos motivos e nem sempre significa que existe um problema de saúde. É normal perder alguns fios diariamente, mas quando a queda aumenta, fica persistente ou começa a deixar áreas mais aparentes no couro cabeludo, é importante investigar a possível causa.
Entre os fatores que podem provocar queda de cabelo estão o estresse, alterações hormonais, deficiência de ferro e outros nutrientes, problemas na tireoide, predisposição genética, algumas doenças, medicamentos e até hábitos que provocam danos ou tração nos fios.
Neste artigo, você vai conhecer 13 das principais causas de queda de cabelo, entender como identificar possíveis sinais de alerta e saber quando é recomendado procurar avaliação médica.
Conteudo
- O que pode causar queda de cabelo?
- 13 causas de queda de cabelo
- 1. Estresse
- 2. Alterações hormonais
- 3. Anemia e deficiência de ferro
- 4. Alimentação inadequada
- 5. Deficiências nutricionais
- 6. Alterações na tireoide
- 7. Alopecia androgenética
- 8. Eflúvio telógeno
- 9. Pós-parto
- 10. Doenças e inflamações do couro cabeludo
- 11. Uso de alguns medicamentos
- 12. Procedimentos químicos e calor excessivo
- 13. Penteados que provocam tração dos fios
- Queda de cabelo repentina: o que pode ser?
- Queda de cabelo e estresse têm relação?
- Queda de cabelo pode ser falta de vitamina?
- Quando a queda de cabelo é preocupante?
- Qual médico procurar para queda de cabelo?
- Como é investigada a causa da queda de cabelo?
- Perguntas frequentes
O que pode causar queda de cabelo?

A queda de cabelo pode ser causada por diferentes fatores, desde situações temporárias até condições que precisam de avaliação médica. O ciclo natural dos fios envolve fases de crescimento, repouso e queda, por isso perder alguns cabelos diariamente é esperado.
Quando a quantidade de fios que cai aumenta ou a queda permanece por semanas ou meses, porém, pode existir algum fator interferindo nesse ciclo. Estresse intenso, alterações hormonais, deficiência de ferro, alimentação inadequada, doenças, predisposição genética e alguns tratamentos estão entre as possíveis causas.
A queda também pode aparecer de formas diferentes. Algumas pessoas percebem mais fios no travesseiro, no banho ou na escova, enquanto outras observam afinamento dos cabelos, entradas maiores ou áreas específicas do couro cabeludo ficando mais visíveis.
Por isso, não existe uma única causa para a queda de cabelo. Identificar quando ela começou, como está acontecendo e se existem outros sintomas ajuda a entender qual pode ser o motivo.
13 causas de queda de cabelo

A queda de cabelo pode estar relacionada a diferentes fatores, e em algumas situações mais de uma causa pode contribuir para o problema ao mesmo tempo. Entre as mais comuns estão alterações no organismo, condições hereditárias, períodos de estresse, mudanças hormonais e hábitos que podem danificar os fios.
Conheça a seguir 13 causas que podem estar relacionadas à queda de cabelo:
1. Estresse
O estresse pode estar relacionado à queda de cabelo, principalmente quando é intenso ou permanece por um período prolongado. Situações de grande tensão física ou emocional podem interferir no ciclo normal dos fios e fazer com que uma quantidade maior deles entre na fase de queda.
Esse tipo de queda costuma aparecer algumas semanas ou meses após um período de estresse, o que pode dificultar a associação entre o acontecimento e a perda dos cabelos.
Além do estresse emocional, situações que representam um grande impacto para o organismo, como doenças, cirurgias, febre ou mudanças importantes na rotina, também podem desencadear queda temporária.
O estresse intenso ou prolongado pode alterar o ciclo natural de crescimento dos cabelos, fazendo com que uma quantidade maior de fios entre antecipadamente na fase de queda. Esse processo é conhecido como eflúvio telógeno e pode aparecer algumas semanas ou meses após um período de estresse. Em muitos casos, a queda é temporária e tende a melhorar quando o organismo se recupera e o ciclo capilar se normaliza.
2. Alterações hormonais
As alterações hormonais podem influenciar o ciclo de crescimento dos cabelos e provocar aumento da queda. Mudanças nos níveis de determinados hormônios podem afetar o funcionamento dos folículos capilares, fazendo com que os fios fiquem mais finos ou caiam em maior quantidade.
Esse tipo de queda pode acontecer em diferentes fases da vida e estar relacionado, por exemplo, à menopausa, alterações menstruais, síndrome dos ovários policísticos, gravidez ou mudanças no funcionamento hormonal do organismo.
Em alguns casos, a queda vem acompanhada de outros sinais, como alterações no ciclo menstrual, acne, aumento de pelos no corpo, mudanças de peso ou cansaço. Quando esses sintomas aparecem junto com a queda de cabelo, a avaliação médica pode ajudar a identificar se existe alguma alteração hormonal envolvida.
A duração da queda de cabelo causada por alterações hormonais pode variar conforme a causa e a resposta de cada pessoa ao tratamento. Em alguns casos, a queda pode durar alguns meses, especialmente enquanto os níveis hormonais permanecem alterados. Após a correção da causa, o ciclo dos fios pode levar mais tempo para se normalizar, e a recuperação da densidade capilar pode acontecer gradualmente.
3. Anemia e deficiência de ferro
A anemia e a deficiência de ferro podem estar relacionadas à queda de cabelo. O ferro participa de processos importantes para o funcionamento do organismo, e níveis inadequados podem afetar o crescimento normal dos fios.
A queda pode ser mais perceptível quando existe deficiência de ferro significativa ou prolongada. Em algumas pessoas, ela pode aparecer junto com outros sinais, como cansaço, fraqueza, palidez, falta de ar aos esforços e tontura, embora esses sintomas não sejam exclusivos da anemia.
A deficiência de ferro pode ter diferentes causas, como alimentação com baixo consumo do mineral, perdas de sangue ou problemas que dificultam sua absorção. Por isso, quando há suspeita, é importante investigar a origem da deficiência em vez de simplesmente tomar suplementos.
Exames de sangue podem ser utilizados para avaliar a presença de anemia e os níveis de ferro, e a reposição deve ser orientada por um profissional de saúde quando houver indicação.
A anemia, especialmente quando está relacionada à deficiência de ferro, pode prejudicar o fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Como os folículos capilares precisam desses nutrientes para manter o crescimento dos fios, a deficiência pode alterar o ciclo capilar e aumentar a queda. Quando a causa da anemia é identificada e tratada corretamente, a queda pode diminuir gradualmente.
9. Pós-parto
A queda de cabelo após o parto é comum e está relacionada principalmente às mudanças hormonais que acontecem durante a gestação e depois do nascimento do bebê. Durante a gravidez, os níveis hormonais podem prolongar a fase de crescimento dos fios, fazendo com que menos cabelos caiam normalmente.
Após o parto, com a queda desses hormônios, muitos fios que permaneceram na fase de crescimento passam para a fase de repouso e, posteriormente, começam a cair. Por isso, a mulher pode perceber uma quantidade maior de cabelos no banho, na escova ou no travesseiro.
Essa queda costuma começar alguns meses após o parto e, em muitos casos, é temporária. Com o passar do tempo, o ciclo dos fios tende a se normalizar e o cabelo pode recuperar gradualmente seu crescimento.
Não. Nem todas as mulheres apresentam queda de cabelo após o parto, embora ela seja bastante comum. A alteração hormonal que ocorre depois da gestação pode fazer com que muitos fios entrem simultaneamente na fase de queda, geralmente alguns meses após o parto. Na maioria dos casos, é temporária e o crescimento dos cabelos tende a se normalizar gradualmente.
10. Doenças e inflamações do couro cabeludo
Algumas doenças e inflamações do couro cabeludo podem provocar queda de cabelo. Problemas que causam irritação, descamação, coceira ou inflamação podem afetar o ambiente em que os folículos capilares estão inseridos e, em determinados casos, contribuir para a perda dos fios.
Entre as condições que podem estar relacionadas à queda estão dermatites, infecções por fungos e algumas formas de alopecia inflamatória. Dependendo da causa, podem aparecer sinais como vermelhidão, descamação, coceira, dor, feridas ou áreas com falhas no cabelo.
Algumas doenças do couro cabeludo provocam uma queda temporária, enquanto outras podem causar danos mais permanentes aos folículos quando não são identificadas e tratadas adequadamente.
11. Uso de alguns medicamentos
Alguns medicamentos podem provocar queda de cabelo como efeito colateral. Isso pode acontecer porque determinadas substâncias interferem no ciclo de crescimento dos fios, fazendo com que uma quantidade maior deles entre na fase de repouso e queda.
A queda relacionada a medicamentos pode surgir após o início de um tratamento, mas o intervalo entre o uso do medicamento e o aparecimento dos sintomas pode variar. Por isso, nem sempre é fácil perceber imediatamente essa relação.
Entre os medicamentos que podem estar associados à queda estão alguns utilizados em tratamentos contra o câncer, anticoagulantes, determinados medicamentos para pressão arterial, anticonvulsivantes e retinoides, entre outros. O risco depende do medicamento, da dose e das características de cada pessoa.
Se você suspeitar que um medicamento esteja causando queda de cabelo, não interrompa o tratamento por conta própria. Converse com o médico responsável para avaliar a possível relação e verificar se existe alguma alternativa ou se a queda tende a melhorar após o término do tratamento.
Alguns medicamentos podem interferir no ciclo natural de crescimento dos fios, fazendo com que uma quantidade maior de cabelos entre na fase de queda. Isso pode acontecer como efeito colateral de determinados tratamentos e variar conforme o medicamento, a dose e a resposta de cada pessoa. Em muitos casos, a queda é temporária e melhora após a causa ser controlada, mas o medicamento não deve ser interrompido sem orientação médica.
12. Procedimentos químicos e calor excessivo
O uso frequente de procedimentos químicos e fontes de calor pode deixar os cabelos mais frágeis e aumentar a quebra dos fios. Alisamentos, descolorações, tinturas e outros tratamentos químicos podem alterar a estrutura do cabelo, especialmente quando realizados repetidamente ou de forma inadequada.
Secadores, chapinhas e modeladores também podem contribuir para o ressecamento e enfraquecimento dos fios quando utilizados com temperaturas muito altas ou com muita frequência.
É importante diferenciar queda de cabelo da quebra dos fios. Na queda, o fio se desprende do folículo no couro cabeludo. Já na quebra, o cabelo se parte ao longo do comprimento, podendo deixar os fios com aparência mais curta, irregular ou danificada.
13. Penteados que provocam tração dos fios
Alguns penteados podem causar tração constante nos fios e, quando usados com frequência, contribuir para a queda de cabelo. Isso acontece principalmente quando o cabelo é mantido muito preso ou submetido a uma força contínua na região da raiz.
Coques, rabos de cavalo, tranças e outros penteados muito apertados podem exercer pressão sobre os folículos. Extensões e apliques também podem aumentar essa tração quando ficam muito pesados ou são utilizados por períodos prolongados.
A queda provocada por esse mecanismo é conhecida como alopecia por tração. No início, pode haver sensibilidade no couro cabeludo, dor, vermelhidão ou pequenos fios quebrados próximos à testa e às têmporas.
Queda de cabelo repentina: o que pode ser?

A queda de cabelo repentina pode ter diferentes causas e merece atenção principalmente quando surge de forma intensa ou acompanhada de outros sintomas. Em alguns casos, ela aparece depois de situações que provocaram um impacto no organismo, como estresse intenso, febre, infecções, cirurgia, perda rápida de peso ou alterações hormonais.
Também existem condições que podem provocar perda de cabelo mais localizada, deixando falhas ou áreas sem fios no couro cabeludo. Nesses casos, a aparência da queda pode ajudar o profissional de saúde a investigar a possível causa.
É importante observar quando a queda começou, se ocorre em todo o couro cabeludo ou em áreas específicas e se existem sintomas como coceira, descamação, dor ou vermelhidão.
Se a queda for intensa, persistente, formar falhas visíveis ou vier acompanhada de alterações no couro cabeludo, é recomendado procurar um dermatologista para avaliação. Quanto antes a causa for identificada, mais adequado poderá ser o tratamento.
Queda de cabelo e estresse têm relação?
Sim. O estresse pode estar relacionado à queda de cabelo, principalmente quando é intenso ou ocorre por um período prolongado. Situações de grande estresse físico ou emocional podem alterar o ciclo normal dos fios e fazer com que uma quantidade maior de cabelos entre na fase de repouso e, posteriormente, caia.
Um ponto importante é que a queda nem sempre acontece imediatamente após o período de estresse. Em alguns casos, ela pode se tornar perceptível semanas ou meses depois do acontecimento que desencadeou a alteração no ciclo dos fios.
Além do estresse emocional, situações como doenças, febre, cirurgias, perda significativa de peso e outras condições que causam estresse ao organismo também podem estar associadas ao aumento temporário da queda.
Quando a queda persiste, é muito intensa ou apresenta falhas no couro cabeludo, não é recomendado atribuir o problema somente ao estresse. Outras causas também podem estar envolvidas e devem ser investigadas.
Queda de cabelo pode ser falta de vitamina?
Sim, algumas deficiências nutricionais podem contribuir para a queda de cabelo, mas isso não significa que toda queda seja causada pela falta de vitaminas. O crescimento dos fios depende de uma alimentação adequada e de diversos nutrientes, e deficiências importantes podem interferir nesse processo.
Além do ferro, que está relacionado à formação de células e pode estar envolvido em alguns casos de queda, nutrientes como zinco, vitamina B12, folato e vitamina D também podem ser avaliados dependendo da situação.
A suplementação, porém, não deve ser feita sem identificar uma possível deficiência. O excesso de determinadas vitaminas e minerais também pode ser prejudicial e, em alguns casos, não melhora a queda quando a verdadeira causa é outra.
Quando a queda de cabelo é preocupante?
A queda de cabelo merece atenção quando a quantidade de fios aumenta de forma persistente, surgem falhas visíveis ou o cabelo começa a ficar progressivamente mais fino. Embora perder alguns fios diariamente seja normal, uma mudança significativa no padrão habitual pode indicar que existe algum fator interferindo no ciclo capilar.
Também é importante procurar avaliação quando a queda aparece acompanhada de coceira intensa, descamação, vermelhidão, dor, feridas ou inflamação no couro cabeludo. Falhas bem delimitadas ou perda rápida de cabelo também justificam uma investigação.
A preocupação deve ser maior quando a queda permanece por várias semanas ou meses, especialmente se não houver uma explicação evidente, como uma mudança recente na alimentação, período de estresse ou outro acontecimento que possa ter afetado o organismo.
Qual médico procurar para queda de cabelo?
O dermatologista é o médico mais indicado para investigar a queda de cabelo. Esse profissional pode avaliar o couro cabeludo, os fios e o padrão da queda para identificar possíveis causas, como alopecias, alterações no couro cabeludo, deficiência nutricional ou outros fatores.
Durante a consulta, o dermatologista pode perguntar quando a queda começou, se houve estresse ou doença recente, mudanças na alimentação, uso de medicamentos e histórico familiar. Essas informações ajudam a direcionar a investigação.
Quando existe suspeita de que a queda esteja relacionada a outra condição, o dermatologista também pode encaminhar o paciente para outro especialista. Por exemplo, alterações hormonais ou problemas da tireoide podem exigir avaliação de um endocrinologista.
O mais importante é evitar iniciar tratamentos ou tomar suplementos por conta própria antes de descobrir a possível causa da queda.
Como é investigada a causa da queda de cabelo?
A investigação da queda de cabelo começa com uma avaliação clínica, na qual o médico procura entender como e quando a queda começou. O padrão da perda dos fios, o histórico familiar e a presença de outros sintomas ajudam a levantar as possíveis causas.
Durante a consulta, podem ser avaliados:
- Quantidade e padrão da queda: se ocorre em todo o couro cabeludo ou em áreas específicas;
- Aspecto dos fios: se estão mais finos, quebradiços ou se há sinais de crescimento de novos cabelos;
- Couro cabeludo: presença de vermelhidão, descamação, feridas, inflamação ou outras alterações;
- Histórico recente: estresse, doenças, febre, cirurgias, perda de peso, gravidez e mudanças na alimentação;
- Medicamentos e tratamentos: uso de remédios ou realização de procedimentos químicos;
- Histórico familiar: presença de calvície ou outros tipos de alopecia na família.
Dependendo dos sinais encontrados, o médico pode solicitar exames de sangue para investigar anemia, deficiência de determinados nutrientes, alterações da tireoide ou outras condições. Em situações específicas, também podem ser utilizados exames do couro cabeludo e dos fios.
Perguntas frequentes
As principais causas incluem estresse, alterações hormonais, deficiência de ferro, alimentação inadequada, deficiências nutricionais, alterações na tireoide, alopecia androgenética, eflúvio telógeno, pós-parto, doenças do couro cabeludo, alguns medicamentos, procedimentos químicos e penteados que provocam tração.
Sim. É normal perder alguns fios diariamente como parte do ciclo natural do cabelo. A queda merece atenção quando aumenta significativamente, permanece por muito tempo ou provoca falhas visíveis.
Sim. O estresse intenso ou prolongado pode interferir no ciclo dos fios e aumentar temporariamente a queda. Em alguns casos, ela aparece semanas ou meses depois do período de estresse.
Algumas deficiências nutricionais podem contribuir para a queda, especialmente quando existe deficiência de determinados nutrientes. Porém, nem toda queda de cabelo é causada pela falta de vitaminas.
Sim. A queda após o parto é comum e está relacionada principalmente às mudanças hormonais. Em muitos casos, é temporária e melhora gradualmente.
O dermatologista é o médico mais indicado para investigar a queda de cabelo. Dependendo da causa identificada, outros especialistas podem participar da avaliação.
A queda merece avaliação quando é intensa ou persistente, provoca falhas visíveis ou vem acompanhada de sintomas como coceira, dor, vermelhidão, descamação ou feridas no couro cabeludo.
Depende da causa. Algumas formas de queda são temporárias e melhoram após o controle do fator desencadeante, enquanto outras podem precisar de tratamento específico.
Referências: